"É preciso explicar por que o mundo de hoje, que é horrivel, é apenas UM momento do longo desenvolvimento histórico, que a esperança sempre foi uma das forças dominantes das revoluções e das insurreições e eu ainda sintu-a como minha concepção de FUTURO. JEAN PAUL SARTRE,1963, Prefácio de "Os condenados da Terra" de Frantz Fanon.
sexta-feira, 22 de julho de 2016
sábado, 21 de maio de 2016
domingo, 8 de maio de 2016
domingo, 1 de maio de 2016
Vamos Filosofar? O que é liberdade?
Segundo o Dicionário de Filosofia, em sentido geral, o termo liberdade é a condição daquele que é livre; capacidade de agir por si próprio; autodeterminação; independência; autonomia.
A história desse conceito perpassa os estudos de épocas e pensadores diversos e registra a interpretação de doutrinas sociais bastante variadas. Podemos fazer uma distinção inicial entre o que se convencionou chamar de concepção “negativa” e “positiva” da liberdade. Em seu sentido negativo, liberdade significa a ausência de restrições ou de interferência. O sentido positivo de liberdade significa a posse de direitos, implicando o estabelecimento de um amplo âmbito de direitos civis, políticos e sociais. O crescimento da liberdade é concebido como uma conquista da cidadania.
No sentido político, a liberdade civil ou individual é o exercício de sua cidadania dentro dos limites da lei e respeitando os direitos dos outros. "A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro" (Spencer).
Em um sentido ético, trata-se do direito de escolha pelo indivíduo de seu modo de agir, independentemente de qualquer determinação externa. "A liberdade consiste unicamente em que, ao afirmar ou negar, realizar ou enviar o que o entendimento nos prescreve, agimos de modo a sentir que, em nenhum momento, qualquer força exterior nos constrange" (Descartes).
A liberdade de pensamento, em seu sentido estrito, é inalienável, inquestionável. Reivindicar a liberdade de pensar significa lutar pela liberdade de exprimir o pensamento. Voltaire ilustra bem essa liberdade: "Não estou de acordo com o que você diz, mas lutarei até o fim para que você tenha o direito de dizê-lo."
T. Hobbes afirma que o “homem livre é aquele que não é impedido de fazer o que tem vontade, no que se refere às coisas e que pode fazer por sua força e capacidade”.
Kant diz que ser livre é ser autônomo, isto, é dar a si mesmo as regras a serem seguidas racionalmente. Para Jean-Paul Sartre, a liberdade é a condição ontológica do ser humano. O homem é, antes de tudo, livre. O homem é nada antes de definir-se como algo, e é absolutamente livre para definir-se, engajar-se, encerrar-se, esgotar a si mesmo.
No livro “A sociedade do espetáculo” (1997), Guy Debord, ao criticar a sociedade de consumo e o mercado, afirma que a liberdade de escolha é uma liberdade ilusória, pois escolher é sempre optar entre duas ou mais coisas prontas, isto é, pré-determinadas por outros. Uma sociedade como a capitalista, onde a única liberdade que existe socialmente é a liberdade de escolher qual mercadoria consumir, impede que os indivíduos sejam livres na sua vida cotidiana. A vida cotidiana na sociedade capitalista, segundo Debord, se divide em tempo de trabalho e tempo de lazer. Assim, a sociedade da mercadoria faz da passividade (escolher, consumir) a liberdade ilusória que se deve buscar a todo o custo, enquanto que, de fato, como seres ativos, práticos (no trabalho, na produção), somos não livres.
De maneira geral, a liberdade de indivíduos ou grupos sempre sugere, ou tem a possibilidade de implicar, a limitação da liberdade de outros.
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Origens da Filosofia
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/filosofia/origem-filosofia.htm
A Filosofia, como conhecemos, teve origem na Grécia Antiga como resultado de uma intensa mudança de pensamento. Desde o seu surgimento, em Mileto no século VI a.C., e do aparecimento da palavra “filosofia”, que Cícero e Diógenes atribuem a Pitágoras, muitos filósofos tentaram responder à pergunta sobre o que é a Filosofia. Além desse trabalho de investigação constante acerca da natureza da Filosofia, há também uma diversidade de temas e de preocupações que os filósofos tentam responder.
Vejamos abaixo dez tópicos fundamentais para saber sobre a origem da Filosofia:
1) Embora tenha havido expressões de
conhecimento no Oriente e na África, a maior parte dos historiadores
considera que a Filosofia entendida como um conhecimento racional e
sistemático tenha se iniciado na Grécia. A defesa parte da própria
natureza dos conhecimentos produzidos até então, ainda ligados de alguma
forma ao saber religioso. Essa defesa, no entanto, tem sido
recentemente contestada.
2) A Grécia Antiga era formada por um conjunto de cidades-Estado (pólis) independentes que podiam ser, em alguns casos, até mesmo rivais entre si.
3) Mesmo que a Grécia não fosse uma
unidade em termos de território e de pensamento, há algumas condições
que propiciaram que fosse ali o surgimento da filosofia: a poesia, a
religião e a política.
4) Um longo processo, determinado por
esses fatores, promoveu uma mudança na mentalidade grega. A religião
grega, tanto a pública, como aquela referida como “a religião dos
mistérios”, era não dogmática e permitia que os filósofos expressassem
suas ideias. A poesia, buscava uma causa nos acontecimentos narrados e
isso denota uma preocupação em compreender a realidade. A política, que
se desenhava a partir daquilo que viria a se chamar democracia, dependia
do discurso e da explicação racional das ideias. O comércio, que se
desenvolvia, permitiu tanto o contato com outras formas de pensamento,
como também propiciou a invenção do alfabeto, da escrita alfabética e do
calendário, de forma que começou a moldar na mentalidade do homem uma
maior capacidade de abstração.
5) A partir do final do século VII a.C.,
os homens e as mulheres não se satisfaziam mais com uma explicação
mítica da realidade. O processo de transformação e de criação envolvido
no desenvolvimento de técnicas levou ao questionamento a respeito do
universo, se ele também não respondia a um processo semelhante. Por
isso, alguns historiadores da Filosofia, como Marilena Chauí e Maria
Lúcia Aranha, concordam que é entre o final do século VII a.C. e o
século VI a.C. que surge a Filosofia.
6) É em Mileto, situado na Jônia (atual Turquia), no século VI a.C. que nasce Tales
que, para a Aristóteles, é o iniciador do pensamento filosófico que se
distingue do mito. No entanto, o pensamento mítico, embora sem a função
de explicar a realidade, ainda ecoa em obras filosóficas, como as de
Platão, dos neoplatônicos e dos pitagóricos.
7) A autoria da palavra “filosofia” foi atribuída pela tradição a Pitágoras. As duas principais fontes sobre isso são Cícero e Diógenes Laércio.
Ambos fazem uma narrativa parecida: Pitágoras teria sido interpelado
pelo tirano de Fliunte sobre o nome de sua atividade ao que ele
respondeu “filósofo”, isto é, amigo da sabedoria (junção das palavras
gregas “philo” e “sophia”), pois, para ele, apenas os deuses poderiam
ser realmente sábios.
8) A fonte na qual Cícero se baseia para
escrever sobre Pitágoras é Heráclides Pontico, discípulo de Platão, mas
que era também influenciado pelos pitagóricos. No entanto, não se sabe
da veracidade a respeito dessa informação. Como nota Ferrater Mora que
também observa que não é possível saber se “filósofo” para Pitágoras
significa o mesmo que significaria para Platão ou Aristóteles.
9) No momento em que se começa a
praticar a filosofia como atividade, a Grécia também testemunha o
aparecimento dos sofistas. Os sofistas não se trata de uma escola
filosófica, eram professores itinerantes que ensinavam jovens, mediante
pagamento, a arte da oratória.
10) Para a história da filosofia
ocidental, o filósofo Sócrates tem grande importância. A forma como ele
entendia a atividade de filosofar e a sua investigação a respeito do
humano apresenta uma inovação em relação aos outros filósofos, entre
eles Tales e Pitágoras, que ainda tinham como centro de seus pensamentos
a preocupação a respeito da origem do universo e outras questões
relativas à natureza. Por isso, esses filósofos são chamados de
“pré-socráticos”. Os filósofos gregos que vieram depois de Sócrates, e
alguns foram mesmo seus alunos, como Platão, são chamados de
“pós-socráticos”.
domingo, 22 de novembro de 2015
Consumo e consumismo de Maria Dos Anjos A. Lima 3º B
Desde muito tempo, a humanidade vem buscando novas ideias e formas para se viver melhor. E com isso, desenvolveram máquinas, carros, industrias e dessa forma as coisas começaram a mudar, infelizmente ao fazerem isso, não pensaram nos danos que isso tudo poderia causar, usaram suas máquinas para derrubar as árvores, seus carros para poluir o ar e as industrias para trazer danos ao meio ambiente, esquecendo que a natureza é a grande fonte de ar puro. Hoje as coisas evoluirão gigantemente trazendo muitos danos a humanidade.
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