"É preciso explicar por que o mundo de hoje, que é horrivel, é apenas UM momento do longo desenvolvimento histórico, que a esperança sempre foi uma das forças dominantes das revoluções e das insurreições e eu ainda sintu-a como minha concepção de FUTURO. JEAN PAUL SARTRE,1963, Prefácio de "Os condenados da Terra" de Frantz Fanon.
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Origens da Filosofia
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/filosofia/origem-filosofia.htm
A Filosofia, como conhecemos, teve origem na Grécia Antiga como resultado de uma intensa mudança de pensamento. Desde o seu surgimento, em Mileto no século VI a.C., e do aparecimento da palavra “filosofia”, que Cícero e Diógenes atribuem a Pitágoras, muitos filósofos tentaram responder à pergunta sobre o que é a Filosofia. Além desse trabalho de investigação constante acerca da natureza da Filosofia, há também uma diversidade de temas e de preocupações que os filósofos tentam responder.
Vejamos abaixo dez tópicos fundamentais para saber sobre a origem da Filosofia:
1) Embora tenha havido expressões de
conhecimento no Oriente e na África, a maior parte dos historiadores
considera que a Filosofia entendida como um conhecimento racional e
sistemático tenha se iniciado na Grécia. A defesa parte da própria
natureza dos conhecimentos produzidos até então, ainda ligados de alguma
forma ao saber religioso. Essa defesa, no entanto, tem sido
recentemente contestada.
2) A Grécia Antiga era formada por um conjunto de cidades-Estado (pólis) independentes que podiam ser, em alguns casos, até mesmo rivais entre si.
3) Mesmo que a Grécia não fosse uma
unidade em termos de território e de pensamento, há algumas condições
que propiciaram que fosse ali o surgimento da filosofia: a poesia, a
religião e a política.
4) Um longo processo, determinado por
esses fatores, promoveu uma mudança na mentalidade grega. A religião
grega, tanto a pública, como aquela referida como “a religião dos
mistérios”, era não dogmática e permitia que os filósofos expressassem
suas ideias. A poesia, buscava uma causa nos acontecimentos narrados e
isso denota uma preocupação em compreender a realidade. A política, que
se desenhava a partir daquilo que viria a se chamar democracia, dependia
do discurso e da explicação racional das ideias. O comércio, que se
desenvolvia, permitiu tanto o contato com outras formas de pensamento,
como também propiciou a invenção do alfabeto, da escrita alfabética e do
calendário, de forma que começou a moldar na mentalidade do homem uma
maior capacidade de abstração.
5) A partir do final do século VII a.C.,
os homens e as mulheres não se satisfaziam mais com uma explicação
mítica da realidade. O processo de transformação e de criação envolvido
no desenvolvimento de técnicas levou ao questionamento a respeito do
universo, se ele também não respondia a um processo semelhante. Por
isso, alguns historiadores da Filosofia, como Marilena Chauí e Maria
Lúcia Aranha, concordam que é entre o final do século VII a.C. e o
século VI a.C. que surge a Filosofia.
6) É em Mileto, situado na Jônia (atual Turquia), no século VI a.C. que nasce Tales
que, para a Aristóteles, é o iniciador do pensamento filosófico que se
distingue do mito. No entanto, o pensamento mítico, embora sem a função
de explicar a realidade, ainda ecoa em obras filosóficas, como as de
Platão, dos neoplatônicos e dos pitagóricos.
7) A autoria da palavra “filosofia” foi atribuída pela tradição a Pitágoras. As duas principais fontes sobre isso são Cícero e Diógenes Laércio.
Ambos fazem uma narrativa parecida: Pitágoras teria sido interpelado
pelo tirano de Fliunte sobre o nome de sua atividade ao que ele
respondeu “filósofo”, isto é, amigo da sabedoria (junção das palavras
gregas “philo” e “sophia”), pois, para ele, apenas os deuses poderiam
ser realmente sábios.
8) A fonte na qual Cícero se baseia para
escrever sobre Pitágoras é Heráclides Pontico, discípulo de Platão, mas
que era também influenciado pelos pitagóricos. No entanto, não se sabe
da veracidade a respeito dessa informação. Como nota Ferrater Mora que
também observa que não é possível saber se “filósofo” para Pitágoras
significa o mesmo que significaria para Platão ou Aristóteles.
9) No momento em que se começa a
praticar a filosofia como atividade, a Grécia também testemunha o
aparecimento dos sofistas. Os sofistas não se trata de uma escola
filosófica, eram professores itinerantes que ensinavam jovens, mediante
pagamento, a arte da oratória.
10) Para a história da filosofia
ocidental, o filósofo Sócrates tem grande importância. A forma como ele
entendia a atividade de filosofar e a sua investigação a respeito do
humano apresenta uma inovação em relação aos outros filósofos, entre
eles Tales e Pitágoras, que ainda tinham como centro de seus pensamentos
a preocupação a respeito da origem do universo e outras questões
relativas à natureza. Por isso, esses filósofos são chamados de
“pré-socráticos”. Os filósofos gregos que vieram depois de Sócrates, e
alguns foram mesmo seus alunos, como Platão, são chamados de
“pós-socráticos”.
domingo, 22 de novembro de 2015
Consumo e consumismo de Maria Dos Anjos A. Lima 3º B
Desde muito tempo, a humanidade vem buscando novas ideias e formas para se viver melhor. E com isso, desenvolveram máquinas, carros, industrias e dessa forma as coisas começaram a mudar, infelizmente ao fazerem isso, não pensaram nos danos que isso tudo poderia causar, usaram suas máquinas para derrubar as árvores, seus carros para poluir o ar e as industrias para trazer danos ao meio ambiente, esquecendo que a natureza é a grande fonte de ar puro. Hoje as coisas evoluirão gigantemente trazendo muitos danos a humanidade.
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
terça-feira, 13 de outubro de 2015
UNIDADE 10 PROBLEMAS AMBIENTAIS- 3º ANO ENSINO MÉDIO ANTONIO HONORATO
Professora Gelza Araujo Lacerda
1. PRINCIPAIS PROBLEMAS AMBIENTAIS
Lixo nos rios e nos mares,
substâncias tóxicas no solo e no ar, esses são alguns dos problemas ambientais
causados pela ação do ser humano ao meio ambiente. Consequência essa, dos modo
consumista de vida que aceitamos e temos vivido e que se intensificam cada vez
mais, deixando de ser apenas problemas locais para se tornar problemática de
âmbito global.
1.1 A DEGRADAÇÃO AMBIENTAL E SEUS ASPECTOS
DESMATAMENTO
DESMATAMENTO
O desmatamento é uma das intervenções humanas que mais prejudicam o planeta. Pode causar sérios danos ao clima, à biodiversidade e às pessoas. Desmatar prejudica os ecossistemas e leva à extinção de centenas de espécies.
Árvores são grandes absorvedoras de dióxido de carbono, um dos gases causadores do efeito estufa (ver abaixo). Portanto, quando o homem derruba florestas, também intensifica o problema do aquecimento global (ver abaixo).
Dentre outras consequências, o desmatamento provoca degradação do solo, aumento da desertificação e erosões, muitas vezes comprometendo os sistemas hidrográficos.
DEGRADAÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS
POLUIÇÃO DO AR
A poluição gerada nas cidades de
hoje são resultado, principalmente, da queima de combustíveis fósseis como, por
exemplo, carvão mineral e derivados do petróleo ( gasolina e diesel ). A queima
destes produtos tem lançado uma grande quantidade de monóxido de carbono e
dióxido de carbono(gás carbônico) na atmosfera. Estes dois combustíveis são
responsáveis pela geração de energia que
alimenta os setores industrial, elétrico e de transportes de grande parte
das economias do mundo. Por isso, deixá-los de lado atualmente é extremamente
difícil.
DEGRADAÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS
A água representa, sobretudo, o
principal constituinte de todos os organismos vivos. No entanto, nas últimas
décadas, esse precioso recurso vem sendo ameaçado pelas ações indevidas do
homem, o que acaba resultando em prejuízo para a própria humanidade.
À medida que as populações e as
atividades econômicas crescem, muitos países atingem rapidamente condições de
escassez de água ou se defrontam com limites para o desenvolvimento econômico.
A demanda de água aumenta rapidamente, com 70-80% exigidos para a irrigação,
menos de 20% para a indústria, e apenas 6% para consumo doméstico. O manejo
holístico da água doce como um recurso finito e vulnerável e a integração de
planos e programas hídricos setoriais aos planos econômicos e sociais nacionais
foram medidas de importância fundamental para a década de 1990 e o são também
para o futuro.
Os despejos urbanos são,
evidentemente, muito variados. Estima-se que as águas residuais urbanas
contenham quantidades consideráveis de matéria em suspensão, metais pesados e,
em determinadas épocas, cloro procedente da dispersão de sais nas ruas. A
qualidade das águas residuais é, consequentemente, muito variável, tendo em
certas ocasiões registros de altos índices de demanda biológica de
oxigênio.Bibliografia Porém, propriedades físico-químicas, identidade e origens
de genotoxinas em águas de despejo doméstico e águas de superfície permanecem
desconhecidas.
Sabe-se que os metais são
naturalmente incorporados aos sistemas aquáticos por meio de processos
geoquímicos. No entanto, nas últimas décadas, têm sido verificadas inúmeras
alterações ambientais provenientes, sobretudo, dos processos de urbanização e
industrialização.
1.2 POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA
A poluição atmosférica, refere-se a mudanças da atmosfera susceptíveis de causar
impacto a nível ambiental ou de saúde humana, através da contaminação por
gases, partículas sólidas, líquidos em suspensão, material biológico ou
energia.
INVERSÃO TÉRMICA
Este fenômeno climático ocorre
principalmente nos grandes centros urbanos, regiões onde o nível de poluição é
muito elevado. A inversão térmica ocorre quando há uma mudança abrupta de
temperatura devido à inversão das camadas de ar frias e quentes.
A camada de ar fria, por ser mais pesada, acaba
descendo e ficando numa região próxima a superfície terrestre, retendo os
poluentes. O ar quente, por ser mais leve, fica numa camada superior, impedindo
a dispersão dos poluentes. Este fenômeno climático pode ocorrer em qualquer dia
do ano, porém é no inverno que ele é mais comum. Nesta época do ano as chuvas
são raras, dificultando ainda mais a dispersão dos poluentes, sendo que o
problema se agrava.
CHUVA ÁCIDA
A chuva ácida é provocada pela
produção de gases lançados na atmosfera. Há agentes naturais que fazem isso,
como, por exemplo, os vulcões. A atividade humana, contudo, é a principal
causadora do fenômeno. Indústrias, usinas termoelétricas e veículos de
transporte (que utilizam combustíveis fósseis) produzem subprodutos que se
agregam ao oxigênio da atmosfera e que, ao serem dissolvidos na chuva, caem no
solo sob a forma de chuva ácida.
Devemos lembrar, contudo, que os
poluentes, carregados pelos ventos, podem viajar milhares de quilômetros,
provocando chuvas ácidas em locais muito distantes das fontes poluidoras.
A chuva ácida, ao atingir o solo,
empobrece a vegetação natural e as plantações. Também afeta a fauna e a flora
de rios e lagoas, prejudicando a pesca.
Algumas medidas podem atenuar a
formação de chuva ácida: economia de energia, uso de transporte coletivo,
criação e uso de fontes de energia menos poluentes, utilização de combustíveis
com baixo teor de enxofre, etc.
EFEITO ESTUFA
O efeito estufa é um mecanismo
atmosférico natural que mantém o planeta aquecido nos limites de temperatura
necessários à preservação da vida. Se não houvesse a proteção do efeito estufa,
os raios solares que aquecem o planeta seriam refletidos para o espaço e a
Terra apresentaria temperaturas médias abaixo de -10oC.
O efeito estufa ocorre quando uma
parte da radiação solar refletida pela superfície terrestre é absorvida por
determinados gases presentes na atmosfera, entre os quais o gás carbônico ou
dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O).
Ocorre que, com a queima de
florestas e a exagerada utilização de combustíveis fósseis, grandes quantidades
de CO2 têm sido lançadas na atmosfera. A emissão desenfreada desse e de outros
gases acentua o efeito estufa, a ponto de não permitir que a radiação solar,
depois de refletida na Terra, volte para o espaço. Isso bloqueia o calor,
aumentando a temperatura do planeta e provocando o aquecimento global (ver
abaixo).
Para se discutir o problema e
encontrar soluções, várias reuniões internacionais têm sido realizadas. O
principal documento aprovado até agora é o Protocolo de Kyoto, assinado em
1997, que estabelece metas de redução dos gases para diferentes países.
AQUECIMENTO GLOBAL
Aquecimento global é o processo
de aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superfície da
Terra causado pelas emissões humanas de gases do efeito estufa, amplificado por
respostas naturais a esta perturbação inicial, em efeitos que se auto reforçam
em realimentação positiva.
Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/geografia/problemas-ambientais.htm
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